A redação do blog foi procurado recentemente por um cidadão irapuense, que pediu na oportunidade um espaço para se manisfestar em relação a um fato em que o mesmo foi prejudicado, e eis aqui o desabafo:

Olá caros amigos leitores! Eu me chamo José Lopes Nogueira, tenho 62 anos, sou casado, agricultor, sou pai de três filhos e resido na comunidade rural de Mel, distante 18 km da sede do município de Deputado Irapuan Pinheiro. Sou uma pessoa simples, leiga e de boa índole e gostaria de no uso deste espaço livre e democrático, contar o que estou passando em minha vida nesses últimos anos.

Eu no período de 2009 a 2010 prestei serviço para uma empresa terceirizada, que exercia serviço no transporte escolar para a Prefeitura Municipal de Dep. Irapuan Pinheiro, na gestão do ex-prefeito Luiz Claudenilton Pinheiro, trabalhei carregando alunos precisamente para as comunidades de Mel, Poços e Pedras Pretas, na zona rural deste município. E após 2 anos que deixei de prestar serviço a esta empresa ligada a prefeitura fiquei sabendo que existiam altos valores desconhecidos em meu nome.

No Site do Portal da Transparência, podem ser constatados que eu recebia altos valores durante o período em que prestei serviço para o município, o que não é do meu conhecimento, pois eu nunca recebi valores tão altos. Sendo que o valor que eu recebia uma vez por mês não chegava nem ao valor de uns mil reais, diferentemente dos valores repassados no portal, que demonstram valores acima de um, dois e até três mil reais, com pagamentos feitos em até 2 e 3 vezes no mês.  

Outro fato interessante é que nas fraucatuas realizadas, afirmam que eu prestei serviços referentes a várias secretárias do município, sendo que na época eu prestava serviço somente e exclusivamente para uma empresa terceirizada para o transporte escolar para a secretaria de educação do município.

Às vezes eu fico a me perguntar. Se eu nunca recebi valores tão altos como atesta no portal da transparência, para onde foi esse dinheiro que foi declarado que recebi? Será que foi para o bolso de quem? Se por meu não foi... Quem é que hoje está com os bolsos estourados de dinheiro e está rindo da minha cara e do meu sofrimento? E talvez as respostas nunca venham!

Esclareço ainda que na época em que eu prestava serviço os pagamentos eram feitos através de debito automático em nome da minha esposa e nas páginas do Portal da Transparência constam que existia uma conta corrente em uma agência bancária em meu nome, se é que na época eu não tinha nenhuma conta bancária em meu nome.

Diante destes fatos, vejo que tudo poderá terminar em nada e caindo no esquecimento profundo. Não acredito que as investigações da polícia federal que ocorreram neste município no mês de março de 2014, poderão punir os responsáveis por estes atos de indícios de desvios de dinheiro público.

Com tudo isso, mim sinto como o mais verdadeiro e único prejudicado desta história, tendo em vista, que já busquei junto ao INSS e a Justiça Federal uma aposentadoria rural, mas me foi negado o direito ao benefício devido existir o recebimento de altos valores em meu nome, findei não tendo direito de aposentadoria e o que me preocupa ainda no futuro é aparecer ou estourar um imposto de renda muito alto.

Hoje me vejo como um dos maiores prejudicado, devido não poder ter direito a uma aposentadoria e a não ter o meu próprio salário. Diante dos desmandos não vejo a quem recorrer? A quem pedir ajuda? Eu só queria que um dia eu encontrasse um meio de provar esses indícios de dinheiro na justiça e que os verdadeiros culpados pelos fatos fossem punidos.

O que mais me doe é ver os verdadeiros culpados impunes até hoje, que se dizem democratas e pudendo ainda estar aí, desfrutando do poder. Desejaria muito de ver com meus próprios olhos, as pessoas que cometeram crime como este quebrando pedra em alguma penitenciária do país.

Grato pela oportunidade do desabafo.

Por: JOSÉ LOPES NOGUEIRA