Professora é presa suspeita de forjar o próprio sequestro em Sobral

Dayane Silva disse que forjou o sequestro para chamar
 a atenção da família e saber quem gostava dela
A informação sobre o possível sequestro da professora Dayane de Souza Silva, de 25 anos, que trabalha numa escola municipal do Distrito de Jaibaras, em Sobral, onde mora com a família, chegou à Delegacia da Polícia Civil (DRPC), na madrugada de quarta-feira (10). A investigação tomou corpo depois que os policiais tiveram acesso a áudios gravados pelos supostos sequestradores, em tom de ameaça contra a vida de Dayane, reforçando o pedido de resgate de R$ 2 mil; e algumas fotos em que a professora aparecia amordaçada. O material havia sido encaminhado a colegas da escola onde a professora trabalha.

O efetivo policial passou a trabalhar nas várias hipóteses do que teria ocorrido com a professora, na tentativa de "estourar" o cativeiro, pois as imagens e áudios direcionados aos amigos de Dayane, já haviam se espalhados em diversas redes sociais, dando à inusitada história uma dimensão muito grande.

Após horas de investigação, o Serviço de Inteligência da Polícia Civil rastreou e identificou o local de onde partiam as informações sobre a situação da professora. No entanto, para surpresa dos policiais a situação se configurou como um falso sequestro, planejado pela própria jovem com ajuda de um homem, identificado como Michel Platini de Farias Rodrigues, de 29 anos, que foi localizado junto com Dayane, pela equipe policial ao localizar o falso cativeiro.

Depoimento

A Polícia deu voz de prisão a ambos, que foram encaminhados à Delegacia local. Ao ser interrogada sobre a motivação do crime, Dayane disse que "foi pra despertar a atenção da família, que não dava muito atenção a ela" e que "queria saber se todos realmente gostavam dela".

Porém, os argumentos da jovem não convenceram ao delegado Paulo Castro. A dupla detida foi autuada no Artigo 158, que prevê punição de quatro a dez anos de prisão para o crime de extorsão. "Desde o início demos uma atenção especial ao material que tínhamos sobre esse caso, até pela quantia pedida (R$ 2 mil), valor considerado relativamente baixo, em caso de sequestro. O áudio gravado também não convenceu muito", disse o delegado.

"Ela disse à família que viria dormir com o namorado em Sobral, mas como estava com tudo preparado, se despediu do rapaz e não deu mais notícia, até surgir esse material. Com uma busca ao celular, conseguimos chegar ao falso local do sequestro", explicou Paulo Castro.

(Diário do Nordeste)

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