O afastamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reduziu a chuva no Ceará e
essa é a tendência para os próximo dois dias. A Fundação Cearense de Meteorologia e
Recursos Hídricos (Funceme) registrou precipitações em apenas nove municípios entre as
7h de domingo e 7h de ontem. As cinco maiores foram em Jucás (16 mm), Cariús (15 mm),
Cedro (14 mm), Antonina do Norte (12 mm) e Umari (7 mm).
Para hoje, a Funceme prevê possibilidade de chuva isolada nas regiões Noroeste e Sul do
Estado, no decorrer do dia. Nas demais áreas, céu parcialmente nublado a claro. Para
amanhã (19), nebulosidade variável com possibilidade de chuva no Centro-Sul. A tendência,
no decorrer da segundo quinzena deste mês e em maio é a diminuição da pluviometria, de
acordo com a média histórica.
Bom para a agricultura
As chuvas permanecem finas, localizadas, favorecendo a safra de grãos de sequeiro (milho e
feijão), mas sem contribuir para o aumento do nível dos médios e grandes reservatórios. Em
algumas áreas, até mesmo pequenos açudes e lagoas permanecem com baixo volume ou
mesmo secos. É o caso da localidade de Água Fria, em Baú, zona rural de Iguatu. "Para a
agricultura, o inverno está bom, mas até agora não fez água", disse o produtor rural
Francisco Ribeiro.
Ruim para o aporte
As lagoas de Barro Alto, Iguatu, Saco e Baú, por exemplo, permanecem secas. O Açude
Trussu não teve recarga ainda e está com apenas 13% de sua capacidade. Em outros
municípios, o quadro permanece semelhante. "Essa situação nos traz preocupação",
observou o subsecretário de Recursos Hídricos do Estado, Aderilo Alcântara. "Estamos
caminhando para o fim da quadra invernosa sem significativas recargas, até mesmo em
açudes da Bacia Metropolitana, onde tem chovido mais".
Segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), ontem, houve aporte de
4,8 milhões, em 54 açudes. O São José III deixou a categoria de volume morto. Há 11
sangrando: Acaraú Mirim (Massapê); Caldeirões (Saboeiro); Cauhipe (Caucaia); Itaúna
(Granja); Maranguapinho e Itapebussu (Maranguape); São Pedro Timbaúba (Miraíma);
Tucunduba (Senador Sá); Valério (Altaneira); Gameleira e Quandu em Itapipoca. Os três
maiores continuam com baixo acúmulo: Castanhão (5,8%), Orós (10,8%) e Banabuiú (0,7%).
(Diário do Nordeste)

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